sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Capitulo I - Preparação do material


Reuni o material que precisarei em Recife, eis aqui!!!!!!! O plate, a asa, nadadeiras, reguladores, deco, carritilha, botas, mascara...A mala de roupas??? Bom, vamos cada um com uma mochilinha mesmo, para 6 dias na praia umas blusinhas, shorts, biquini, sandalias e muito protetor solar, sao suficientes. Peso permitido no voo: 23kg, importante checar antes de toda viagem de mergulho!!!!Um abraço, Luciana.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Proximo Mergulho: Recife - a capital dos naufragios

Oi pessoal,

Fazendo jus ao nome deste blog, me preparo entao para o PROXIMO MERGULHO. Finalmente conseguimos marcar uns dias de folga e vamos la, o que mais poderiamos fazer a nao ser mergulhar...escolhemos Recife por ser a capital dos naufragios e tambem para poder praticar o que aprendi no mergulho tecnico. Me encontro na melhor fase da viagem...esperar por ela, preparativos. Comeco hoje a pensar na lojistica das bagagens, equipamentos, faltam 12 dias...Vou reunir-los e tirar uma foto...depois coloco-a aqui...Quero fazer um difusor para meu flash, quem tiver uma dica me manda!!!!!!!Beijao, Lu.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fim do curso de mergulho tecnico - Um lugar surpreendente...logo ali


Domingo, 1 de novembro, 12:00...Rifaina...15 metros de profundidade...nado por entre grandes galhadas e lodo, seguia meu dupla, procuro manter o rumo da bussola, aos 60 graus e tento iluminar o caminho com minha lanterna amarela...Ha muito ja cheguei a conclusao que preciso de uma melhor para esse tipo de mergulho...mais essa era a que eu tinha...precisava me virar com ela. Apos uma natacao de 20 metros, deveriamos achar um poco antigo de cachoeira submerso...que levaria a um paredao e entao a um poco mais profundo, abaixo dos 30 metros...o tal poco demorava a chegar...a medida que nadavamos, ficava mais escuro, de repente um novo fundo delineava-se a nossa frente...aquelas galhadas e lodo bem pareciam querer afastar-nos da nova paisagem que se seguia...grandes rochas, fendas, canyons delineavam-se no fundo, lisas...um cenario intocado surgia...diferente de tudo que ja haviamos visto...Esse cenario misturava-se com uma nuvem de poeira, uma nevoa que se espalhava entre as rochas...persistentes, continuamos. Aos oito minutos do mergulho, caimos num poco redondo, provavelmente uma antiga cachoeira, alagada...caimos no poco e saindo dele fomos em busca do proximo...pulamos entao a margem desse poco e eis que somos surpreendidos por uma uma visibilidade muito ruim e continuamos descendo...vejo a noite cair forte, em pleno dia, aos 35 metros de profundidade, nao esperava uma escuridao tao grande. Provavelmente aquela nevoa filtrava toda a luz, restando somente a escuridao...lembrava das fotos escuras que vi nos livros de mergulho tecnico...Meu dupla alucinou total, jogava incesantemente a luz de sua lanterna no meu rosto, nao conseguia me comunicar com ele, desisto, era ele ou eu...olho para o outro colega que sinaliza para seguirmos em frente...ignoro toda aquela luz e sigo, ao mesmo tempo que escuto um barulho fino na minha cabeca, mais parecia uma sirene de ambulancia...me mantenho sob controle, comeco a enxergar o paredao, penso que era seguir por aqui e mais nada, era uma parede enorme feita de uma rocha negra e brilhante, com grandes fendas...o barulho some...nadamos mais um pouco...meu ar chegava em seu limite...sinalizando hora de voltar...retornamos a superficie apos um tempo longo de descompressao...45 minutos...nao senti frio, a agua estava boa...cometo ainda pequenos erros...saio do mergulho achando que o buraco era mesmo muito escuro... mais ao mesmo tempo admirando a presenca daquele lugar de gigantes...era o fim do meu curso de mergulho tecnico...Eis ai a foto da turma!!!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mergulho Tecnico em Rifaina V

Domingo, 18 de outubro, Rifaina. Ja era o quinto mergulho do curso tecnico, desde a ultima vez, treinara para esse momento, o momento da virada. Havia feito 2 mergulhos de treinamento das habilidades exigidas no curso na Laje de Santos, na semana anterior. Estava mais tranquila, tudo havia saido como planejado. Dessa vez, nao poderia errar. Ajusto a bussola ainda na superficie, 120 graus identifica o lado Minas e 300, Sao Paulo, velhos marcadores conhecidos. Me equipo. Apos extensa natacao pela superficie, descemos 22 metros ate o fundo da represa, mantendo como referencial o pilar da ponte nova, a que liga Minas Gerais a Sao Paulo. Nadavamos guiados pelo cabo e pela luz de nossas lanternas, apos 4 minutos de mergulho, decido trocar para a lanterna mais potente, a outra nao dava conta. Conforme combinado seriam 40 minutos aos 30 metros, com 30 minutos de descompressao total. Nadamos seguindo o lado 120 da bussola e o cabo guia, na mesma escuridao de sempre...os pedacos de madeira, o tambor no fundo, o desvio da rota ate o tronco, ja eram familiares. Fomos ate o final do cabo, quando iniciamos um cabeamento proprio pois seguir sem cabo era impossivel. Subitamente nosso guia desvia a rota e comeca a esticar o cabo em uma outra direcao, checo minha bussola e percebo o erro,180??? aviso outro colega, a rota e corrigida. Santa bussola, ela nao mente jamais. De repente tudo foi escurecendo, seria uma visibilidade ruim??? ou a sombra da ponte???ou aumento na profundidade???? Continuamos mesmo assim, confiante de que retornariamos pelo cabo. Nadamos ainda uns 10 minutos naquela escuridao, presos ao cabo que mantinha nossa certeza de retorno, em volta muitos pedacos enormes de madeira adormecidos ali para sempre em cima de um tapete marron de lodo, estava tranquila. Novamente nosso cabo acabou. Aviso meus duplas de que o tempo esgotou-se, ja era hora de voltar, qualquer extensao no tempo representaria 13 minutos a mais de descompressao. Retorno pelo cabo e aos poucos vou deixando para tras aquele caminho escuro e sinto que ele nao mais me assombra, sua escuridao, seu fundo de lodo, aqueles pedacos enormes de madeira caidos um por cima do outros, ja nao eram mais estanhos, tormaram-se para mim velhos conhecidos. Na volta, a represa foi ficando rasa. Necessitando de profundidade, paramos para subir uns 5 minutos antes do previsto. Percebo que soltar o deco marker e a carritilha j'a nao me causam tanta dificuldade. Enfrento entao novo problema: frio, decorrente de uma longa parada descompressiva de 30 minutos. Tento nadar mantendo profundidade, mas os tremores sao inevitaveis, que falta faz uma roupa seca. Resisto ate completar a descompressao. Pena que nao passamos dos 30 metros ainda, a represa rasa daquele dia nao nos permitiu. Mais uma licao da natureza: gente acha que escolhe o mergulho, mas as vezes 'e ele quem escolhe a gente. A virada????, nem percebi, meus computadores estavam programados para apenas contar o tempo...minha tarefa era cumprir a descompressao. Falta ainda mais um mergulho, o mesmo plano, porem em um lugar novo para mim, nao estarei mais com meus velhos conhecidos...Saio da agua com a certeza de que o mergulho tecnico esta se tornando para mim uma realidade.

sábado, 12 de setembro de 2009

Mergulho Tecnico em Rifaina...praticamente um trem fantasma...

Sete de setembro, Rifaina, 18 metros, quarto mergulho do curso tecnico, desco e penso que ja nao posso cometer mais os mesmos erros, buscar apoio para soltar o deco marker e perder a carritilha, estavam fora de possibilidade. O sol ja nao era mais o mesmo, nadavamos em tres, um atras do outro, iluminando o caminho com a fraca luz da lanterna, sem cabo guia, me sentia num trem, um trem fantasma...a cada minuto, checava o colega que vinha atras, estava la...olho para frente e vejo, escuridao, a volta nenhum objeto sub identificavel, ja havia algum tempo, via apenas meu dupla, nadando e se enroscando na linha da propria carritilha, que desenrolara. Tento nadar e tocar sua nadadeira, mas o mesmo nao percebe, a cada segundo sua linha se desenrola e enrosca em suas proprias pernas, pensei, e se ele estivesse sozinho? se estivesse por ultimo??? quem iria avisa-lo???como e facil se complicar com uma simples carritilha, meu instrutor tinha razao. Vejo ele descer e sumir...estaria eu subindo? ou ele descendo???nao conseguia entender ainda a situacao...nado cada vez mais devagar, uma nuvem de suspensao se forma a nossa frente, teriamos encontrado uma parede? no meio da represa??? que nada...apenas uma ilusao decorrente da pessima visilibidade. Desisto de tentar avisar meu colega do enrosco, nao consigo vence-lo na natacao, gastaria o restante do meu ar...fazia sinal quando ele olhava para tras, mas o mesmo, nao entendia...relaxo e continuo nadando, quando ele parar eu chego la. Nosso instrutor nada la de tras e o alcanca, avisa da linha...ufa...um enrosco a menos...fico embaixo, os dois retornam, de repente, vertigem, sinto tudo rodar...felizmente devido as pessimas condicoes de visibilidade o proprio instrutor aborta o mergulho, ainda bem que foi ele, nao queria mais essa culpa...antes queria que tudo parasse de rodar, preferia escuridao a me sentir num liquidificador, seguro num ponto fixo...me sinto melhor, ja nao era a primeira vez que aquilo acontecia...era mesmo hora de abortar o mergulho. Soltamos a carritilha ali mesmo, onde havia um tronco como referencial, me apoio inapropriadamente durante a tarefa, preciso aprender a fazer isso, sem encostar em nada, simplesmente flutuando...a corrente puxava, torcia para que nao nos perdessemos...solto o deco marker e seguro a carritilha, faco melhor que antes, certamente...apos cumprir a simulacao da descompressao de 14 minutos, saimos em um ponto, bem em frente da praia...nem posso dizer que o instrutor e bom, sou casada com ele, vao dizer que e protecionismo. Dizem que mergulhar na escuridao e bom para treinar...terminava mais um mergulho tecnico em Rifaina com a certeza de que preciso melhorar...e muito...

Saudades do meu flash
















Oi pessoal,










Como ja contei a vcs perdi meu flash em junho, alagado, na Ilha Bela, entao enquanto nao compro outro so me resta rever fotos antigas...aqui vao algumas

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Como era inevitável o técnico chegou para mim...

Oi Pessoal,

Mergulho número 22 em Bonaire, 30 metros, olho para o computador, estou há 9 minutos do meu limite nao descompressivo, paro e penso que devo subir, pois logo logo meu rec ia virar tech...e ai? se isso acontecesse? ao meu redor tudo parecia tão calmo, meu dupla nadava livremente a minha frente, ele não iria ver, nao pensava em subir ainda, pensei por um instante deixar o tempo correr, para transpor aquela barreira, onde tudo poderia ficar mais sério, onde eu estaria por alguns instantes aprisionada, mas tentei se racional e simplesmente subi. Veio em seguida um pequeno aumento de 2 minutos que rapidamente tornaram-se um, até que uma subida maior me deu muito mais tempo para pensar, inclusive...nesse minuto vi que o mergulho técnico deixou de estar tão longe de mim...E agora amigos estou em mais uma jornada, aprendendo o mergulho técnico, quando fala-se dele temos a sensação que é praticamente romper uma barreira, mas como será a virada??? O momento em que realmente não se pode subir, mais se eu nunca subi descontroladamente, porque isso iria acontecer agora que não posso????? Bom, na piscina foi tudo bem, morri so uma vez...Terei ainda mais uma aula de piscina e finalmente Rifaina...relato aqui meus passos...No momento, tento estudar a teoria, dar o melhor de mim em mais uma piscina, amadurecer...tenho 6 vidas ainda...melhorar meu trim. Mulher em mergulho tecnico? Procuro comunidades no mundo, acho uns poucos relatos internacionais...Será este um mundo restrito aos homens? Quem sabe um dia nao criamos uma comunidade...Mas muito antes, vamos ao treinamento inicial: serão 2 dias em Rifaina, no pouco que sei serão exercicios a uns 12m, passeio, simulação e plano...ainda faltam um mês para a grande virada...40 minutos aos quarenta metros...Conto mais depois, Lu